Romário fala em Plenário sobre a dificuldade de tratamento para Neuromielite

Na tarde desta quarta-feira (05), o senador Romário (PSB-RJ) subiu à tribuna do Senado Federal para falar sobre a dificuldade de diagnóstico e medicamento para a Neuromielite, doença rara que atinge duas pessoas a cada cem mil, sendo mais comum em mulheres que em homens.

Neuromielite Óptica, ou NMO, também conhecida como Doença de Devic, causa inflamação no nervo ótico e na medula espinhal. A NMO pode levar o paciente a cegueira, perda de movimentos, insuficiência respiratória e edemas cerebrais, podendo acarretar em óbito.

De acordo com o senador, são muitas as dificuldades enfrentadas pelas famílias, desde a carência de médicos especialistas, o que retarda o diagnóstico e piora os sintomas, até a falta de centros especializados para que as pessoas possam receber a assistência. “Ano após ano, tento viabilizar a construção de um hospital de referência em doenças raras no Rio de Janeiro, e sigo comprometido com esse sonho”, relatou o Romário.

Não há cura conhecida para a doença, mas medicamentos como a prednisona e a azatioprina, reduzem a intensidade dos ataques e previnem novas crises. Os medicamentos citados constam na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, a RENAME, editada pelo Ministério da Saúde. Porém, lá não aparece a indicação desses medicamentos para a NMO, o que dificulta a sua obtenção.

Para Romário, outra dificuldade é que a NMO é muitas vezes confundida com a Esclerose Múltipla. “Como acontece em vários casos, um diagnóstico errado leva a tratamentos sem eficácia durante meses ou anos, causando novas crises e piorando a doença. Por isso a necessidade de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas específicas para o tratamento da NMO”, finaliza o senador.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ascom

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